Cartas de Amor aos Mortos

Olá Mundo!

Essa resenha escrevi o mais rápido possível para que nenhum detalhe de tudo o que li, se perdesse. É incrível com existem livros que podem te dar múltiplas emoções mesmo com um enredo tão “real”. Quero dizer, uma história tão próxima, tão pessoal, que faz não só você se sentir dentro do livro, mas também que se sinta preso a tudo aquilo. Cartas de Amor aos Mortos é esse tipo de livro.

Ao ver esse título ou até mesmo a capa, muito podem ter tomado conclusões precipitadas e ter olhado de uma forma preconceituosa: “Que capa pobre. Sem graça! ” ou “Que livro de menina! (Esse argumento é o que menos consigo entender, porque não consigo conceber a ideia do que seria algo de menina… sei lá.) “. Bom, se você é esse tipo de pessoa, informo que acaba de perder uma leitura espetacular.

O livro possuí muito sentimento e requer uma postura diferente para encará-lo – quem já leu livros como A Culpa é das Estrelas, que também ficou famoso pela sua dramaticidade e pelo fato de falar de algo muito recorrente na vida de inúmeras pessoas, vai entender muito bem. Não que seja “um livro para poucos”, mas sim que sua leitura e interpretação vai depender muito de suas emoções, de como está lidando com as situações que o cerca. Mais para frente vou retornar à esse assunto. Por enquanto, vá entrando no clima que o livro nos transmite.

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Capa Ed. 2014 – editora Seguinte

Cartas de Amor aos Mortos é o livro de estreia da autora Ava Dellaira. Por aqui, foi lançado com apenas alguns meses de diferença dos EUA, em 2014, e publicado pela editora Seguinte.

Ava nasceu em Los Angeles, mas cresceu no Novo México junto a família. Sua relação com a escrita começou cedo, na segunda série, quando recebeu um dever de realizar um poema e descobriu um novo jeito de ver as coisas a seu redor.

Um ano após concluir os estudos na Universidade de Chicago, ela perde a mãe, mas isso a inspirou começar a escrever o livro.

Depois de voltar para Los Angeles almejando ser roteirista, começou a trabalhar com Stephen Chbosky, autor de As Vantagens de Ser Invisível, que ao ver seu talento, a aconselhou a escrever um romance. Juntando toda sua experiência e vivência, Ava concluiu e lançou seu livro, recebendo avaliações muito positivas e muitos elogios de outros diversos autores.

Não é para menos, o livro é muito envolvente tem uma ótima história.

Tudo começa quando Laurel ingressa numa nova escola. Após a morte de sua irmã May, ela decide começar o ensino médio em outro colégio para não encarar os comentários de todos que sabiam o que tinha acontecido.

Como já era de se esperar, nada é tão simples no começo. O que usar? Com quem falar? Quem deve ser? As coisas ainda complicam um pouco mais depois que a sua professora de Inglês passa um dever que deveria ser simples: Escrever uma carta para alguém que já morreu.

Assim, ela começa a escrever inúmeras cartas para Kurt Cobain, Judy Garland dentre várias outras personalidades (logo mais volto a falar delas). Através desse trabalho, Laurel encontra uma forma de se expressar, de dizer o que sente e falar de coisas que nunca havia dito à ninguém.

 

Como já havia comentado, o livro tem um tom sentimental muito grande e é determinantemente importante entender isso para aproveitar a leitura ao máximo.

Quando o comecei, achei que ia seguir aquela receita simples onde se tem uma menina que está se descobrindo e que conhece um garoto intocável e se apaixona por ele e blá, blá, blá… Mas é totalmente o oposto.

Uma das coisas que mais me incomoda em livros que tem personagens adolescentes, como já disse em outras resenhas, é a maneira em que eles, muitas vezes, são tratados como problemáticos, deprimidos, cheios de tristeza ou raiva da sociedade, batendo de frente com o mundo e filosofando sua existência no universo. Isso pode ser legal algumas vezes, mas quando se está falando de um adolescente normal, com uma vida normal, que pensa igual a outros adolescentes, isso se torna insuportável! Parece que o autor escreve para atrair o público jovem, mas não entende como eles querem ser vistos. Não entende que eles não querem ser o mais inteligente ou o mais desejável. E, consequentemente, a história parece muito forçada, dificultando as comparações com o mundo real e com os problemas que eles passam.

Mas nesse ponto, Ava foi absurdamente feliz e conseguiu transparecer a mente de uma menina de dezesseis anos como deveria ser.

Esse período, de adolescência é uma época de descobertas, onde tudo que é novo chama a atenção e a curiosidade é incontrolável. E é comum nos livros tratar essas novidades como tabu, seja sexualidade, álcool ou drogas.

Porém nesse livro essas coisas são apresentadas naturalmente. A primeira vez que Laurel fica bêbada, por exemplo. Ela conta como se fosse algo natural, sem ficar com aquele peso na consciência ou se martirizando pensando o que vão achar dela se descobrirem. Isso é muito legal, porque não o livro não tenta ficar preso naquela ideia de politicamente correto, evitando certos assuntos para que transmita um “bom exemplo”.

Outro ponto notável é a maneira como os problemas se resolvem sem precisar ficar pesando no mesmo assunto. Tudo tem seu tempo e a autora soube transparecer isso muito bem.

Como era de se imaginar, a narrativa inteira é contada por cartas que Laurel escreve para figuras públicas que já morreram. Vale ressaltar que cada uma dessas pessoas para quem ela escreve, tem alguma importância em sua vida, não são apenas famosos aleatórios.

A linguagem é informal/conversação. Super tranquilo de ler e combina com as cartas também que não são muito grandes, em sua grande maioria, são todas muito dinâmicas.

Os nomes dos personagens foram uma coisa que me confundiu um pouco, alguns são bem parecidos e até acostumar, acabou o livro xD. Mas é algo compensado, pois todos são bem trabalhados e tem um papel especifico, não são tratados apenas como secundários. Cada um tem sua história, dilemas, etc.

O livro peca em alguns aspectos como ser bastante previsível em determinados momentos – principalmente perto do final – ou alguns momentos que parecem se repetir, mas nada que atrapalhe a leitura de fato.

 

Cartas de amor aos mortos é uma leitura que vale muito a pena e não só para se ler uma vez. O fato de ter muito drama, sentimento envolvido faz com que todos que o leiam, sintam algo diferente. Como assim? Obviamente existe a questão de gosto e tudo mais, eu entendo, mas o que quero dizer é que boa parte da experiência que você vai ter vai depender do que você está sentindo no momento. Se já tiver passado por algo parecido ou presenciou na sua vida alguém que tenha passado, pode se comover sem certas partes.

Mesmo aqueles que nunca passaram podem ter uma visão sobre como é perder alguém que nunca tinha visto. É como entrar no íntimo de alguém que está passando por um turbilhão de emoções e compreender sua dor.

No meu caso, eu sempre faço anotações e marcações nos livros em partes legais ou que tem uma frase foda e tal, entretanto decidi não fazer. Acho que esse livro é um daqueles que vale ter na estante para ler em momentos diferentes da vida. Porque será algo totalmente novo! Espero pegá-lo novamente em breve.

 

Sem sombra de dúvidas, indico à vocês e peço que deem uma chance para uma leitura diferente. Mas também peço a indicação de vocês demais livros desse tipo. Soube que As vantagens de ser invisível te um formato parecido, então pretendo comprar em breve, Porém digam mais!!! Estou muito curioso e ansioso para mais livros assim.

 

Agradeço vocês pela força e solicito que me ajudem compartilhando essa resenha com os amigos, nas redes sociais, enfim. Siga-me nas minhas também e ao blog para não perder nenhuma novidade… Até mais ver, pessoas!

 

Gostou? Compre também!

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4 comentários sobre “Cartas de Amor aos Mortos

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